| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Apodiformes |
| Família: | Trochilidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Phaethornithinae |
| Jardine, 1833 | |
| Espécie: | P. squalidus |
O rabo-branco-pequeno é uma ave apodiforme da família Trochilidae.
Mede 12 centímetros. Espécie relativamente pequena. Partes superiores marrom-esverdeadas; faixa superciliar e infraocular pardacentas delimitando uma área malar escura; garganta ferrugínea estriadas de preto; partes inferiores ferrugíneas manchadas de cinza-escuro; asas pretas; retrizes pretas com as pontas brancas, sendo as retrizes centrais prolongadas. Bico preto, com a base da mandíbula amarela.
Alimentam-se principalmente de carbohidratos, conseguido através do néctar das flores, mas come também pequenos artrópodes. Capturam insetos em vôos curtos e visitam flores do estrato baixo.
Na época do acasalamento os machos cantam empoleirados em seus territórios entre setembro e outubro e realizam displays sobre galhos horizontais rentes à serrapilheira que recobre o solo, em arenas comunitárias, frequentemente em meio a soqueiras densas de taquaras. Ao cantar, exibe a mandíbula amarelo-limão e balança a cauda cuneiforme para cima e para baixo. Assim que se aproxima uma fêmea ou possivelmente um rival, o macho adeja sobre o poleiro em que cantava, escancarando largamente o bico e exibindo o tom amarelo claro da goela; então agita a cauda aberta em leque, “em um vai e vem sucessivo”. Seu ninho tem forma cônica alongada, com um penduricalho mais ou menos longo, servindo talvez de contrapeso. É feito de material macio como paina e detritos vegetais que são acumulados em espessa camada de material. O ninho é suspenso à face interior das folhas de palmeiras, samambaias, musáseas, Heliconia, etc., em raízes finas pendentes sob barrancos sombreados. Com o peso do ninho dobra-se o folíolo ou a ponta da folha, ficando o restante da mesma protegendo o ninho. Põe geralmente 2 ovos alongados.
Habita matas úmidas da Serra do Mar até 1200m de altitude, no Sudeste e Sul do Brasil.
Voz: Cerimônias: “ü-zí ü-zí”; um chilreado bem variado terminando em “zrrr ( zrrr, zrrr )”e mais apressadas, como “tsé-wad, wad, wad”, tudo fazendo parte do canto coletivo de vários machos que se reúnem em certas áreas pousando a 20 – 30 cm acima do solo; pairando acima de outro indivíduo emite um “tcha, tcha”. Enquanto canta oscila a cauda.
R ( Comite Brasileiro de Registros Ornitológicos ). É endêmico do Brasil. Encontrado em Minas Gerais e Espírito Santo até Santa Catarina.
Status de conservação: LC ( IUCN ); Appendix II ( CITES ).